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A importância de saber fazer

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Os estudos são unânimes: o Ensino Profissional tem um papel cada vez mais importante na construção de um futuro risonho economicamente e socialmente equilibrado. De que forma é que as opções profissionalizantes contribuem para estes objetivos?

Em 2020, cerca de metade dos empregos vão requerer um nível médio de qualificação. A previsão é da Comissão Europeia que salienta o papel do Ensino Profissional neste quadro: "muitas vezes, esta qualificação será alcançada através de uma formação profissionalizante".
Os autores desta investigação dividem as mais-valias do Ensino Profissional em duas vertentes: económicas e sociais. A nível económico, é sublinhada a maior proximidade às necessidades do mercado de trabalho que levam a "um menor desemprego" e a um "impacto positivo na performance laboral". Já quanto aos benefícios sociais, os autores do estudo destacam a ligação entre gerações, bem como "a coesão e a integração social".


A explicação para estes benefícios podem estar na própria definição destas opções educativas: composto por todas as formações de dupla certificação, o Ensino Profissional junta uma parte escolar e uma parte profissional. Esta mistura é alcançada através da junção das componentes sociocultura, científica, técnica e de formação em contexto de trabalho.


Esta formação em contexto laboral, de resto, é vista como uma das justificações para a proximidade ao mundo do emprego. É que, através da realização de um estágio, os alunos do Ensino Profissional garantem um primeiro contacto com o mercado de trabalho.


Os dados mais recentes (2013) do Observatório de Estudantes à Saída do Secundário, parecem confirmar esta tendência. Cerca de 60% dos alunos do Ensino Profissional integrou o mercado de trabalho. Destes, 37% encontraram emprego imediatamente após finalizarem o curso.


O que é a dupla certificação?
Graças à junção da parte escolar e profissional, os cursos profissionalizantes garantem um diploma de Ensino Secundário e, simultaneamente, uma certificação profissional de nível 4 do Quadro Nacional de Qualificações (ao contrário do nível 3 do secundário em científico-humanísticos).


Como se processa um curso profissionalizante?
Durante o percurso educativo ou formativo, vais encontrar as disciplinas divididas por módulos – unidades de aprendizagem autónomas. No final do curso, não é obrigatória a realização de exames nacionais, sendo que a prova de avaliação final é a PAP (Prova de Aptidão Profissional) que envolve a demonstração, perante um júri, das competências que foram aprendidas nas aulas e na experiência profissional.


E depois do curso?
Embora seja uma opção centrada nas competências que permitam a preparação para uma profissão, o Ensino Profissional não impede que continues os teus estudos. De acordo com os dados do OESS, 38% dos alunos prosseguem estudos (67% deles a um nível superior).


De acordo com as regras, um aluno do Ensino Profissional, para se candidatar ao Ensino Superior, terá de realizar dois exames nacionais. Um à disciplina de Português e outro à sua escolha, tendo em conta as específicas requeridas pelo curso superior.


Outra das opções, criada recentemente, é o ingresso num Curso Técnico Superior Profissional (CTeSP). Tal como os Cursos de Especialização Tecnológica, estes cursos conferem o nível 5 do QNQ, com possibilidade de transição para licenciatura, através de um regime especial.